Gui Boratto estreia residência no clube The Year

Por Alex Kidd

 

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Gui Boratto redescobriu o Brasil. Após rodar o mundo com residências em Nova York e Paris, o DJ e produtor paulistano retorna às terras brasileiras no The Year, clube recém-inaugurado na Vila Leopoldina, na próxima quinta-feira (19). Boratto se apresentará ao lado dos pupilos L_Cio, Shadow Movement e Junior C, DJs do D.O.C., seu selo de música eletrônica.

Leia abaixo a entrevista do 120BPM com Boratto.

Está ansioso pela sua primeira residência em São Paulo? Por que levou tanto tempo?
Porque envolve disponibilidade. Fiz residência em Nova York, no clube Verboten, e em Paris, no Zig Zag, e por isso era muito difícil assumir um compromisso aqui. Hoje resolvi me dedicar ao meu selo D.O.C. e consegui tempo e dedicação. Estou bem feliz e animado!

Que conselhos daria para quem está começando a se interessar por produzir música eletrônica?
Para mim, não há “música eletrônica”. Há apenas música. Independentemente do processo utilizado na produção, gravação e execução. Acredito no fator trabalho. Acordar cedinho e ter prazer de compor. De explorar métodos que consiga traduzir essa expressão artística. Referência é fundamental.

Como foi a concepção do seu último disco “Abaporu”? O nome é sugestivo. Se inspirou na música brasileira para compor?
A música brasileira sempre foi sinônimo de boa música. Somos fruto daquilo que vivenciamos. Mas nunca tentei copiar nossa linda música local. Nunca usei atabaques, bongôs, cuícas… Minha maior inspiração vem da relação entre harmonia e melodia.

Você já fez remixes para o Moby e o Goldfrapp. Como traduziu sua sonoridade para o universo desses artistas?
Na minha opinião, o mais importante é a releitura. Fazer algo novo. Com uma ótica diferente da original e sempre com integridade musical. Já rejeitei Sam Smith, por exemplo, mas fiz remixes para artistas que me possibilitavam criar. Muita gente aceita remixar gente “grande”. Acho que se o resultado for promíscuo, então não vale. Quanto à sonoridade, ao mesmo tempo em que eu transito entre diversas vertentes da música, acabei desenvolvendo minha própria assinatura. Esse é um exercício que leva tempo e antes de mais nada, amor.

Qual é o seu momento favorito para ouvir música?
De verdade? Acho que quando estou com minha família. Quando tenho silêncio e posso imaginar “coisas”. Acho que a música tem muito disso. Ela nos permite imaginar as coisas mais lindas do mundo. Aquelas que não são impostas, mas sugeridas.

 

D.O.C. SHOWCASE NO THE YEAR
QUANDO 19/11
ONDE Rua Mergenthaler, 1.167, Vila Leopoldina – São Paulo/SP, tel. (11) 3645.1927
QUANTO R$100 (homens) / R$60 (mulheres); valores com consumação (até 1h)
CLASSIFICAÇÃO 18 anos


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