Lançamentos: Shamir, Joey Anderson e Brigitte

Por Alex Kidd

11183_JKT

SHAMIR – RATCHED
Começaria este texto dizendo como “Make a Scene” rouba o synth de “Billie Jean” e como “On the Regular” é um update da house music fabricado no software Ableton Live. Mas calma: Shamir Bailey tem apenas 20 anos e começou numa banda punk fazendo covers da cantora country Miranda Lambert, em Las Vegas! Ele não está prestando homenagem a ninguém. Seu disco de estreia, produzido pelo ex-crítico da Pitchfork, Nicky Sylvester, exibe uma autoconsciência que só pode ser fruto desta época em que a história da música pode ser encontrada em um serviço de streaming. Shamir soa como o agora.

VALE OUVIR: “On the Regular”, “Call if Off” e “Darker”
AVALIAÇÃO: bom 
PREÇO: R$32, em média

 

r3832_0_or

JOEY ANDERSON – AFTER FOREVER
Joey Anderson é o dono do som mais esquisito dos últimos anos. É house music que não parece house music. Os elementos estão lá: timbres borbulhantes feitos com o synth TR-303, a bateria 4/4… Mas o caminho escolhido por Anderson é outro. Faixas como “It’s a Choice” e “Maidens Response” estão mais preocupadas em criar uma atmosfera do que fazer dançar. “Space Between Curtains” e “Space Colors Ideas” flertam com o ambient house e soam como se fossem feitas em outro planeta e não em Nova Jersey. Em seu disco de estreia, Anderson fala sua própria língua.

VALE OUVIR: “Space Between Curtains”, “It’s a Choice” e “Sorcery”
AVALIAÇÃO: muito bom 
PREÇO: R$32, em média

 

BRIGITTE-pochette-ABQVT copie

BRIGITTE – A BOUCHE QUE VEUX-TU
O Brigitte, dupla formada pelas francesas Aurélie Saada e Sylvie Hoarau, segue a tradição de Serge Gainsbourg e, em seu segundo álbum, revisita a fase disco-pop maliciosa do cantor.  Em “J’sais pas”, os vocais sussurrados e lascivos são costurados com linhas de baixo e cordas que pagam tributo às divas dos anos 1970. A faixa-título “A Bouche que veux-tu” (algo como “ansiosamente”) tem vocais adocicados e violinos extravagantes. Sobre o conceito da banda, a dupla disse ao tabloide francês Sud Ouest: “Brigitte é retrô, é a década de 50, é francês, é Brigitte Bardot, é a tia que cozinha, a dona de casa. Brigitte é a mulher no plural”.

VALE OUVIR: “L’échappée Belle”, “A Bouche que Veux-tu” “J’sais pas”
AVALIAÇÃO: bom 
PREÇO: R$32, em média

15098504

Curta o 120BPM no Facebook!