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Por Alex Kidd

Meu primeiro contato com a música eletrônica ocorreu de uma forma… eletrônica. Em 1995, no auge dos videogames 16bit, foi lançado o jogo Donkey Kong Country 2, famoso pelos gráficos 3D –uma ousadia para a época. Eu tinha um Super Nintendo, mas não era o rabo de cavalo super modelado da Dixie Kong que me chamava a atenção.

Era a trilha sonora.

Por causa de toda a tecnologia empregada no visual do jogo, algo tinha que ser sacrificado para caber naqueles cartuchos de pouca memória. Como as limitações fazem as grandes ideias surgirem, aqui o compositor britânico David Wise brilhou. Com poucos canais de som, ele criou um universo rico em batidas repetitivas e melodias sintéticas para ambientar o frenético jogo.

Não demorei para descobrir que aqueles sons estranhos compunham um gênero que já tinha sua própria história. A música eletrônica, antes de chegar ao universo dos games, nascera com a cidade.

Seja nos seminais experimentos de John Cage, que na década de 1950 compunha sinfonias com sons extraídos das ruas; nos cenários das rodovias e ferrovias robóticas do Kraftwerk que nos conduziam às boates neons do Depeche Mode; ou ainda na música hipnótica e transcendental do Tangerine Dream, fonte de inspiração das raves e dos grandes festivais –a música eletrônica sacramentou a relação do homem moderno (tecnológico), ocupando e transformando seu espaço.

Assim, o objetivo deste blog é acompanhar essa cena mutante. Da vertente mais pop às experimentações do underground, você acompanhará o que acontece de mais empolgante no gênero.

O nome do blog faz referência ao número de batidas por minuto (bpm) usada em uma música: 120 bpm, portanto, significa uma batida a cada 0,5 segundo.

Espero que você, leitor, me acompanhe nesta jornada!

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